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Xinguara desponta como nova fronteira agrícola no Pará

Conhecida como capital do boi gordo, Xinguara, no Sul do Pará, vem despontando como nova fronteira agrícola. O município que exporta carne bovina e couro para mais de dez países, com reconhecimento internacional aos poucos vem mudando o cenário do campo, transformando pasto em lavoura, por meio da técnica ILP (Integração Lavoura Pecuária).

De acordo com o IBGE, por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a produção agrícola paraense cresceu pelo menos 9% em 2013, sendo o milho uma das principais culturas responsáveis pelo avanço. Pensado nesse futuro promissor os produtores do Sul do Pará estão investindo na produção de grãos.

A Fazenda Rio Vermelho, propriedade de Roque Quagliato, abriga 22 mil hectares, 2,5 mil estão sendo utilizados para plantação de milho. A produção de grãos na fazenda teve início há sete anos, com os bons resultados o pecuarista investiu em maquinário, instalou na fazenda um secador e um silo com capacidade para estocar cerca de 140 mil sacos. Ele afirma que o retorno é garantindo, pois a produção do grão no estado não é suficiente para atender a demanda. “Se não plantar aqui vai ter que buscar no Mato Grosso, os custos do frete eleva o valor de grãos. O que produzimos supri nossa necessidade com sobra para negociar no mercado ” declarou o pecuarista.

O crescimento da agricultura na região tem chamado atenção no cenário nacional, atraindo investidores e profissionais para a região. É o caso do consultor agrícola, Jeferson Vilela que veio de Minas Gerais. Ele explica que Xinguara tem grande potencial para a produção do grão devido fatores como temperatura e umidade favoráveis. O consultor afirma que a técnica ILP (Integração Lavoura Pecuária) usada pelos produtores possui muitas vantagens. “A ILP possibilita que o solo seja explorado economicamente durante praticamente todo o ano, favorecendo o aumento na oferta de grãos, de carne e de leite a um custo mais baixo devido à sinergia que se cria entre a lavoura e a pastagem” avaliou.

Pensando nesses benefícios, o pecuarista Juliano Comaxim, também resolveu investir na técnica de integração lavou e pecuária. Hoje 20 % de sua área de 5000 hectares é destinada ao plantio do milho consorciado com a brachiaria ruziziensis. “Estou satisfeito com os resultados do plantio, quando colher o milho vou deixar o pasto pronto para receber o gado. Tinha receio mas hoje vejo que esse é o melhor caminho para recuperar o pasto e ganhar com os grãos” declarou o produtor.

Texto: Mayrla Lima

 

Informação: Assessoria de Imprensa FAEPA